Com uma extensão de 110 km, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se desde São Torpes, a sul de Sines, até ao Burgau, já na costa algarvia.

Para mim, que gosto de mar, praias selvagens e tranquilidade, é uma das zonas mais bonitas de Portugal. Descobri-a quando dei aulas em Aljezur durante alguns meses. Como lecionava num horário pós-laboral, tinha os dias livres para explorar todas as praias nas proximidades e para ir um pouco mais longe aos fins de semana – eu e mais duas professoras recém-licenciadas, as três do norte do país. Esses meses, que ao início julguei que seriam insuportáveis por ter sido colocada numa zona tão remota de Portugal, tornaram-se afinal um dos períodos mais felizes da minha juventude.

Com base no que conheci nessa altura e no que descobri mais tarde com o Paulo, preparei um roteiro de carro por esta área protegida, com paragens nos meus lugares, praias, percursos pedestres, restaurantes e hotéis preferidos.

autocarro de uns hippies, peixe grelhado e pormenor de uma porta

Primeiro: algumas coisas a ter em mente

  • Este roteiro leva-o por alguns dos lugares mais conhecidos do Sudoeste Alentejano e é ideal para quem visita a zona pela primeira vez. Se quiser conhecer sítios, atividades, restaurantes e alojamentos que a maioria das pessoas desconhece, veja o artigo: Sudoeste Alentejano Fora da Caixa;
  • Como é habitual nos nossos roteiros, o número de dias sugerido é meramente indicativo. Caso queira abdicar de alguns dos locais ou relaxar mais tempo nalgum deles, poderá fazer este itinerário em menos ou mais tempo.

Resumo do roteiro de carro para visitar o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (4 dias)

  • Dia 1: Lisboa > Sines > Praia da Samoqueira > Porto Covo > Ilha do Pessegueiro > Vila Nova de Milfontes > Cabo Sardão
  • Dia 2: Almograve (caminhada) > Zambujeira do Mar > Praias da Amália, Odeceixe, Amoreira e Monte Clérigo > Aljezur
  • Dia 3: Praia da Arrifana > Praia da Bordeira ou da Carrapateira > Praia do Amado > Aldeia da Pedralva
  • Dia 4: Cabo de São Vicente > Fortaleza de Sagres > Praias da Costa Sul (até ao Burgau)

sofia a caminhar pelas dunas do almograve
Sofia a caminhar pelas Dunas do Almograve

Roteiro de carro para visitar o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Dia 1: Lisboa > Sines > Praia da Samoqueira > Porto Covo > Ilha do Pessegueiro > Vila Nova de Milfontes > Cabo Sardão

De Lisboa a Sines são 160 km, cerca de 2 horas de carro. Se chegar a Sines perto da hora de almoço, recomendamos que siga a estrada litoral até Porto Covo ((EM554). Pelo caminho, deixe-se encantar pelo planalto costeiro com falésias escarpadas que escondem pequenas praias como a de Samoqueira, onde poderá parar para observar magníficos rochedos esculpidos pelo mar.

rochedo na praia da samouqueira
Praia da Samouqueira

Dicas | Se tiver mais dias disponíveis, antes de chegar a Porto Covo poderá visitar:

Depois do almoço em Porto Covo, aproveite para dar um passeio por esta pequena vila de casas brancas, recuperada pelo Marquês de Pombal depois do terramoto de 1755. Ao largo, avista-se a abandonada Ilha do Pessegueiro onde se encontram, não um pessegueiro, mas vestígios de ocupação romana e as ruínas de um forte construído no séc. XVII que defendia esta parte da costa. Se quiser ver a ilha mais de perto, dirija-se à praia da Ilha do Pessegueiro, a cerca de 4,5 km de Porto Covo, devendo seguir as indicações “Ilha do Pessegueiro”.

estrada da ilha do pessegueiro
Estrada da Ilha do Pessegueiro

Dica | De 15 de junho a 15 de setembro, há visitas guiadas à Ilha do Pessegueiro (dependendo do estado do mar) desde o portinho de Porto Covo. Preços e horários: 965 535 683.

De Porto Covo, vamos para Vila Nova de Milfontes, uma referência obrigatória quando se fala do melhor da Costa Alentejana. Ao contrário das praias próximas, escondidas entre falésias, na foz do Rio Mira as praias caracterizam-se pela vasta extensão dos areais. Destaque para a Praia das Furnas, vencedora do concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, na categoria de praias de rios. Dentro da vila, poderá ver a fortaleza, a Igreja Matriz e o monumento aos aviadores que recorda a primeira travessia aérea entre Portugal e Macau.

poças no areal em vila nova de milfontes
Formações rochosas invulgares em Vila Nova de Milfontes

Relativamente ao património edificado, também vale a pena ir de carro até ao Farol do Cabo Sardão, construído no início do séc. XX. Daí as vistas sobre as arribas, onde algumas cegonhas nidificam (um caso único na Europa), são impressionantes. Se gostar das vistas, vá espreitar também a Praia do Cavaleiro, nas proximidades.

cegonha branca num ninho nas arribas do cabo sardao
Arribas no Cabo Sardão onde nidificam cegonhas brancas

Dica | É possível visitar gratuitamente o farol do Cabo Sardão às quartas-feiras. Horários em: https://www.amn.pt/DF/Paginas/visitas.aspx.

Onde (gostamos de) comer:

  • Restaurante Zé Inácio, em Porto Covo. Especialidade: peixe grelhado;
  • Tasca do Celso, um dos restaurantes mais afamados de Vila Nova de Milfontes e de toda a região. Não se esqueça de reservar com antecedência. Especialidades alentejanas, carnes e peixes grelhados;
  • Alentejo Annapurna, numa terra chamada Cavaleiro, perto do Cabo Sardão. É um restaurante que descobrimos por acaso na nossa última ida à Costa Alentejana e onde comemos da melhor comida nepalesa dos últimos tempos.

Onde (gostamos de) dormir: Zmar

Localizado a 9 km da Zambujeira do Mar, o Zmar é um ecoturismo vencedor de vários prémios, excelente para famílias com crianças. É possível acampar na natureza ou ficar alojado em eco-villas, isto é, pequenas casas construídas em madeira e materiais reciclados. Perfeitamente integradas na paisagem, as eco-villas acomodam até 8 pessoas e dispõem de uma kitchenette e de uma pequena sala de estar.

Outro dos grandes atrativos do Zmar é a envolvência, já que a propriedade fica no meio dos campos alentejanos e bem perto das praias da costa vicentina. A área é enorme e o que não falta é espaço livre para as crianças correrem, saltarem, brincarem e se sujarem à vontade.

Outra das grandes mais valias do Zmar é a quantidade de atividades incluídas na estadia. Há, por exemplo, uma piscina exterior gigante; uma piscina (coberta) com ondas; ginásio e campo de matraquilhos humanos. Para os mais novos, existem quer atividades pensadas especialmente para eles quer áreas específicas, entre as quais destacamos a Quinta Pedagógica – talvez o espaço preferido dos miúdos – onde moram burros, cabras, ovelhas, gansos e galinhas.

eco villas do zmar à noite
Eco-villas do Zmar à noite

Dia 2: Almograve (caminhada) > Zambujeira do Mar > Praias da Amália, Odeceixe, Amoreira e Monte Clérigo > Aljezur

Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, há uma grande rota pedestre chamada Rota Vicentina. Esta rota é constituída por dois percursos principais: o Caminho Histórico (230 km), pelo interior rural, e o Trilho dos Pescadores (125 km), que segue sempre junto ao mar. Ambos os trilhos estão organizados em várias etapas, mas são muito longas. Cada uma tem aproximadamente 20 km e é pensada para um dia. Quem não tiver tempo ou condição física para isso, poderá optar por percursos circulares que, além de serem mais curtos, podem ser efetuados durante uma manhã ou uma tarde. Ora, foi precisamente um desses percursos circulares que nós incluímos neste roteiro, por termos gostado tanto de o fazer.

sofia a caminhar pelas dunas do almograve
Pelas Dunas do Almograve

O percurso chama-se Dunas do Almograve e constitui uma boa amostra do Trilho dos Pescadores para quem não quer caminhar muito. A primeira parte atravessa campos agrícolas e, na nossa opinião, não é particularmente interessante. Já a segunda parte é inteiramente costeira, desenrolando-se desde o extenso areal da Praia do Brejo Largo até à vasta Praia de Almograve. Pelo caminho, tivemos a companhia do oceano. Nas dunas, a vegetação era exuberante e abundavam flores selvagens: alecrim, rosmaninho, camarinheira, murta, aroeira, perpétua-das-areias. Passámos por falésias rochosas e escarpadas. Descobrimos praias tranquilas e desertas. Descalçámos as botas para atravessar a ribeira na praia da Foz dos Ouriços. Que privilégio podermos andar a pé numa das mais bonitas e bem preservadas zonas costeiras da Europa!

Percurso pedestre: Dunas do Almograve (circular)

Recomendações:

  • Começar o percurso no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio;
  • Usar calçado fechado e roupa confortável;
  • Levar água e alguns alimentos energéticos, já que o único abastecimento é na aldeia do Almograve;
  • Não deixar mais do que pegadas para manter a natureza preservada.

No final da caminhada, almoçámos em Almograve e depois fizemo-nos novamente à estrada até à Zambujeira do Mar, uma antiga povoação de pescadores cuja praia venceu o concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, na categoria de praias urbanas.

No resto da tarde, poderá visitar outras praias belíssimas e que adoro: Amália, Odeceixe, Amoreira e Monte Clérigo. Todas têm bons acessos de carro, com exceção da Praia da Amália, aonde só se chega a pé através de um trilho de vegetação intensa. O acesso está bem sinalizado e faz-se junto à casa da famosa fadista, que aí costumava passar o verão.

praia de odeceixe
Praia de Odeceixe

Terminamos o dia em Aljezur, uma pequena vila com casas típicas da arquitetura rural algarvia. Poderá subir a pé a colina e, lá no alto, visitar as muralhas do castelo, onde se travaram lutas entre mouros e cristãos.

Onde (gostamos de) comer:

  • O Lavrador, em Almograve, junto ao início/fim do percurso pedestre “Dunas do Almograve”. Especialidades: peixe fresco grelhado;
  • O Josué, na Longueira. Especialidade: sargo grelhado. Já comemos lá arroz de marisco e não gostámos;
  • O Sacas, junto ao Porto das Barcas, nas imediações da Zambujeira do Mar. Especialidade: feijoada de búzios, filetes de peixe aranha e peixes grelhados;
  • Azenha do Mar, na localidade com o mesmo nome. É um dos restaurantes mais concorridos da região e não aceitam reservas. Por isso, o ideal é ir durante a semana e chegar cedo ou fora dos horários convencionais. Especialidades: peixe e marisco. Recomendamos: a santola;
  • Trigo Vermelho, se quiser desenjoar do peixe. É um restaurante de uns alemães, cujas especialidades incluem pizzas de trigo sarraceno e muitas opções vegan. Recomendamos: o bolo de requeijão.

Onde dormir:

Dia 3: Praia da Arrifana > Praia da Bordeira ou da Carrapateira > Praia do Amado > Aldeia da Pedralva

Seguimos viagem pelo paraíso dos surfistas, dos hippies, dos amantes da natureza, dos pensadores, dos caminhantes, dos pescadores, dos perceveiros. É impossível não ficar maravilhado com a boa energia e o cenário natural destas três praias do concelho de Aljezur. A da Arrifana fica situada numa baía rodeada por altas arribas. A da Bordeira ou Carrapateira possui um extenso areal cheio de dunas, bem como a invulgar foz de uma ribeira. Já a do Amado, considerada uma das melhores praias portuguesas para o surf, tem um bocadinho de ambas, apresentando quer escarpas quer um vasto areal.

praia da bordeira ou da carrapateira
Praia da Bordeira ou da Carrapateira

Entre a praia da Bordeira e a praia do Amado há um percurso belíssimo, quase sempre junto à costa, que pode ser feito tanto de carro, como de bicicleta ou a pé. De carro, visita-se tudo rapidamente, talvez demasiado rápido para sentir mais do que o vento que aí sopra frequentemente. A pé e de bicicleta, esquece-se o vento e presta-se mais atenção ao que se vê e ao que se sente por dentro. E o que se vê são vários miradouros com vistas soberbas sobre as falésias e as praias da Bordeira e do Amado, além de breves explicações, que vão dos pontos A ao J, disponibilizadas pelo Museu do Mar e da Terra.

Percurso pedestre: Circuito Pontal da Carrapateira (circular)

Se gostar de caminhar ou de andar de bicicleta, e tiver mais dias disponíveis, poderá ainda fazer o percurso “Endiabrada e os Lagos Escondidos”. Sem a espetacularidade do mar, este percurso pedestre circular parte da bonita aldeia da Bordeira e permite conhecer o interior desta região, nomeadamente os bosques mediterrânicos do sopé da Serra de Espinhaço de Cão. Solos pobres de xistos, sobreiros retorcidos, arbustos, plantas aromáticas, tojos, medronheiros, urzes, rosmaninho, esteva. Fizemos este trilho na primavera e estava tudo tão bonito e perfumado… No fim, também vale a pena conhecer a aldeia da Bordeira, percorrer as ruas estreitas, atentar nas casas brancas contornadas a azul e amarelo, parar no café da aldeia e visitar a adorável igreja de Nossa Senhora da Encarnação.

sofia no trilho endiabrada e os lagos escondidos, quase a chegar à aldeia da bordeira
Pelo trilho Endiabrada e os Lagos Escondidos, quase a chegar à aldeia da Bordeira

Percurso pedestre: Endiabrada e os Lagos Escondidos (circular)

No final da tarde, recomendamos que visite a Aldeia da Pedralva ou, se possível, que fique aí a dormir. Situada no concelho de Vila do Bispo, no meio do campo, esta aldeia estava em avançado estado de ruína e desertificação até há pouco tempo. Foi, porém, fielmente recuperada e convertida em turismo de aldeia onde, além de 24 casas de campo, existem várias áreas comuns, como o restaurante Sítio da Pedralva, o Café Central, a zona do forno da aldeia, a piscina e a sala de estar.

Aberta oficialmente ao público em 2010, a aldeia oferece ainda um centro de actividades com bicicletas para alugar e mais de 300 km de trilhos de “Mountain Bike”, escola de surf, cursos de mergulho, entre muitas outras actividades de natureza.

aldeia da pedralva
Aldeia da Pedralva

Gostámos muito de ficar na Aldeia da Pedralva, especialmente por causa da sua simplicidade e autenticidade. A arquitetura tradicional do Algarve e a ambiência rural de outros tempos foram respeitadas, utilizando quer materiais de construção fiéis aos de antigamente quer mobiliário restaurado em todas as casas, sem esquecer o conforto exigido nos dias de hoje. Há casas com várias tipologias, desde T1 a T3, podendo albergar entre duas a oito pessoas. Têm todas uma kitchenette equipada e uma área de estar com sofás e mesas.

Onde (gostamos de) dormir: Aldeia da Pedralva

Onde comer:

  • Pizza Pizza, a famosa pizzaria da aldeia da Pedralva (fechado às segundas e terças);
  • Também é possível jantar, mediante reserva, no Sítio da Pedralva, o restaurante do próprio Turismo de Aldeia da Pedralva.

Dia 4: Cabo de São Vicente > Fortaleza de Sagres > Praias da Costa Sul (até ao Burgau)

No último dia do roteiro, vamos continuar a conduzir junto à costa, ao longo do Parque Natural da Costa Vicentina, explorando algumas zonas do Algarve com pouca pressão turística, paisagens naturais selvagens e acidentadas, bem como algumas das praias mais bonitas da região.

Como já visitámos muitas praias no dia anterior, de manhã vamos diretamente para o Cabo de São Vicente, que deu o nome à costa vicentina. Considerado um local sagrado desde o séc. IV a.C., onde sucessivos povos prestavam culto a divindades relacionadas com o sol, o Cabo de São Vicente tornou-se, após a trasladação do corpo de S. Vicente, um local de peregrinação para os cristãos.

Dicas:

  • No Cabo de São Vicente é possível visitar gratuitamente um dos faróis mais potentes da Europa (às quartas-feiras, nestes horários), assim como a fortaleza que servia de recolhimento ao Infante D. Henrique;
  • Se tiver mais dias disponíveis, em vez de ir direto para o Cabo de São Vicente, poderá explorar as praias da costa oeste, de grande beleza natural e relativamente desertas, como Murração, Barriga, Cordoama, Castelejo e Ponta Ruiva.

A seguir, rumamos à Fortaleza de Sagres, outro lugar de forte carga mítica para os portugueses, igualmente situado num elevado promontório que se precipita dramaticamente no mar. Foi daí que, no séc. XV, o Infante D. Henrique planeou e deu início aos Descobrimentos, fundando a Vila do Infante e a fortaleza que a protegia. Sob o seu comando, a zona transformou-se num centro de atividade marítima, onde se reuniam cartógrafos, astrónomos e navegadores, e onde se apuravam as técnicas que levariam Portugal a descobrir novos mundos por mar. Horários e preços: promontoriodesagres.pt.

gato à janela de uma casa algarvia
Gato à janela de uma casa algarvia

Sagres é hoje uma antiga vila piscatória com uma bonita baía e um porto. Nas proximidades, existem algumas praias como a da Mareta, Martinhal, Tonel e Beliche, muito apreciadas pelos praticantes de mergulho, surf e windsurf. Viajando para leste, ao longo da costa sul, encontraremos outras praias como Barranco, Ingrina, Zavial, Salema e Burgau, sendo as de mais difícil acesso as que por vezes nos lembram o Algarve de antigamente e nos oferecem praias praticamente desertas.

Dica para quem gosta de caminhar | Recentemente foi inaugurado um novo trilho entre Sagres e Lagos (47km) inserido no Trilho dos Pescadores, que permite admirar penhascos, arribas e algumas das praias que acabámos de referir.

Onde (gostamos de) comer:

  • Restaurante Ribeira do Poço, perto do mercado municipal de Vila do Bispo. Especialidades: peixe fresco e mariscos apanhados localmente, como os mexilhões, as lapas e os percebes;
  • Restaurante Zavial, com uma esplanada onde apetece estar junto à praia do Zavial. A ementa é variada e inclui alguns pratos regionais, peixes grelhados, saladas, tapas, sandes e hambúrgueres.

Onde (gostamos de) dormir: Aldeia da Pedralva

Em conclusão, este roteiro pretende ser apenas uma ajuda, um ponto de partida para a sua própria aventura. Demore o seu tempo onde se sentir bem. Explore as praias mais desconhecidas e mergulhe no mar pelo caminho. Mesmo que não visite todos os pontos que referimos, viva o presente devagar mas intensamente, como (só) as viagens nos permitem. Ao fazê-lo, sentir-se-á certamente mais vivo e acumulará memórias inesquecíveis que darão sentido à sua vida. Não é disso, afinal, que andamos todos à procura?

flores de aloé vera em Porto Covo
Flores de aloé vera em Porto Covo

flynch no percurso dunas do almograve
Pormenores do percurso Dunas do Almograve

sofia a atravessar a ribeira na praia da foz dos ouriços no percurso dunas do almograve
Sofia a atravessar a ribeira na praia da Foz dos Ouriços no percurso Dunas do Almograve

santola no restaurante Azenha do Mar
Santola no restaurante Azenha do Mar

arribas no cabo sardão
Arribas no Cabo Sardão

rochas e algas na praia da Samouqueira
Rochas e algas na praia da Samouqueira

trilho até à praia da amália
Trilho até à Praia da Amália

praia da amália
Praia da Amália

praia em vila nova de milfontes
Praia em Vila Nova de Milfontes

sofia com uns gatinhos em azenha do mar
Sofia com uns gatinhos em Azenha do Mar

igreja de porto covo
Igreja de Porto Covo

vista para a ilha do pessegueiro a partir de porto covo
Vista para a ilha do Pessegueiro a partir de Porto Covo

piscina exterior do zmar
Piscina exterior do Zmar

pinturas de amalia nas paredes de tres casas no brejao
Homenagem a Amália na localidade do Brejão, a caminho da praia da Amália

vista para os campos agrícolas e vacas no trilho Dunas do Almograve
Vista para os campos agrícolas e vacas no trilho Dunas do Almograve
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peixes pintados numa parede

aldeia da pedralva
Aldeia da Pedralva

aldeia da pedralva
Aldeia da Pedralva

café central na aldeia da pedralva
Café Central, Aldeia da Pedralva

lapas numa praia da costa vicentina
Lapas numa praia da costa vicentina

igreja da bordeira
Igreja de Nossa Senhora da Encarnação na Bordeira

flor silvestre na costa vicentina Centaurea
Flor silvestre – Centaurea

sofia encostada a um sobreiro no trilho endiabrada e os lagos escondidos
Sofia no trilho Endiabrada e os Lagos Escondidos

ovelhas à solta no zmar
Ovelhas à solta no Zmar

flores amarelas no pontal da carrapateira
Flores no pontal da Carrapateira

cardos

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10 Comentários

  1. Olá,

    Boa reportagem! A Costa Vicentina é linda! Mas tem um pequeno erro, a homenagem à Amália é no Brejão e não na Longueira como refere na foto!
    bjs
    Marta

  2. Estamos a pensar ir numa campervan para fazer este roteiro. Tem alguma recomendação de locais a ficar como o que apresenta na foto do topo da pagina?

    • Diogo, tenha atenção que pernoitar fora dos lugares próprios é ilegal em Portugal e poderá ser multado. Não lhe sabemos dizer quais são os lugares permitidos.
      Boa viagem.

  3. Boas sabe dizer se no percurso da costa vicentina existe praias flovíais e lagoas onde se possa ir de carro, obrigado pela atenção.

    • Olá Nuno, no roteiro que sugerimos não existe nenhuma praia fluvial ainda que algumas praias, como a de Odeceixe, se situem junto à foz de rios.

      Se gosta de praias fluviais e lagoas, sugerimos que vá espreitar a Praia Fluvial Pego das Pias, em Odemira.

  4. Percorro todos os anos esses trilhos, e nunca me canso de os admirar e cada vez descubro sempre coisas novas.
    São maravilhosos. Belo trabalho. Continuem.

    • Caro João, muito obrigada pelo comentário com o qual nos identificamos. Os trilhos são, de facto, maravilhosos e mal podemos esperar para voltar! Quem sabe não nos nos cruzamos por lá 🙂

  5. Ola sofia. Muito interessante, esta semana que vem vou ate ao algarve, e vou pela costa alentejana para visitar esses lugares maravilhosos. Obrigada. Saude e sucesso. Bjs

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