Muitas vezes, quando estamos a pensar visitar um destino e procuramos informação sobre o mesmo, tudo o que queremos é encontrar uma lista simples e direta sobre o que se pode ver e fazer, assim como bons sítios para comer e dormir. A pensar nessa necessidade, e para quem não tem tempo a perder, criámos um guia rápido para conhecer, sem pressa, a capital de distrito mais a norte de Portugal.

Bragança tem…

1. Um centro histórico que se percorre facilmente a pé;

2. A Praça da Sé (para nós, a praça mais bonita da cidade);

3. Uma Rua dos Museus, de que fazem parte:

  • O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, projetado pelo arquiteto Souto Moura, com várias salas dedicadas à obra da famosa pintora transmontana e exposições temporárias de artistas nacionais e estrangeiros;
  • O Centro de Fotografia Georges Dussaud (gratuito), dedicado à obra deste fotógrafo francês que, desde 1980, tem eternizado a preto e branco as paisagens, as tradições e as pessoas da região;
  • O Museu do Abade de Baçal, onde se conservam importantes coleções de arqueologia, ourivesaria e arte sacra;

4. Diversos solares, edificados entre os séculos XVI e XVII, espalhados pelas ruas;

5. A Igreja de São Bento, com um raríssimo teto mudéjar (estilo artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI na Península Ibérica e que incorpora influências da arte islâmica);

Porta da antiga Sé de Bragança

Teto mudéjar na Igreja de São Bento

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

Centro de Fotografia Georges Dussaud

6. Uma cidadela entre muralhas, situada no ponto mais elevado da cidade, onde ficam o núcleo urbano mais antigo e os monumentos mais conhecidos de Bragança, nomeadamente:

  • O castelo e a sua torre de menagem (onde funciona o Museu Militar);
  • O Museu Ibérico da Máscara e do Traje, onde estão expostos fatos e máscaras das festas de inverno e de carnaval de Trás-os-Montes e Alto Douro e da província espanhola de Zamora, incluindo os famosos caretos de Podence;
  • Um pelourinho medieval com uma invulgar porca na base;
  • A Igreja de Santa Maria (séc. XIV);
  • Um Domus Municipalis (séc. XII), edifício que terá acumulado as funções de cisterna com local de reunião dos “homens bons” do concelho;

7. Um Corredor Verde onde se pode andar a pé ou de bicicleta junto ao rio Fervença;

8. Arte urbana, incluindo criações de Bordalo II;

9. Gente hospitaleira e afetuosa;

10. Uma riquíssima gastronomia.

Interior do Domus Municipalis

Torre de Menagem, pelourinho medieval e antiga estação ferroviária de Bragança

Uma das obras de Bordalo II, feita a partir de lixo, inserida no roteiro de arte urbana de Bragança

O que visitar perto de Bragança

  • O Parque Natural de Montesinho, uma das áreas de maior biodiversidade do país, onde ainda predominam árvores autóctones e é possível avistar veados, raposas e javalis. Existem diversos trilhos sinalizados para quem gosta de fazer caminhadas na natureza;
  • As bonitas aldeias de Montesinho e Rio de Onor, consideradas das mais típicas do parque natural;
  • Soutos, isto é, extensas manchas de castanheiros, onde também há percursos pedestres assinalados;
  • O Mosteiro de Castro de Avelãs, exemplar único em Portugal do estilo românico-mudéjar.

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Centro de Fotografia Georges Dussaud e Igreja de São Vicente, onde D. Pedro I se terá casado em segredo com D. Inês de Castro

Uma das obras expostas na Galeria História e Arte de Emília Nogueiro

Arte urbana num dos tradicionais pombais do nordeste transmontano

Onde comer

  • Tasca Zé Tuga (na cidadela);
  • Solar Bragançano (na Praça da Sé);
  • Restaurante G Pousada (na Pousada de Bragança), recentemente distinguido com uma estrela Michelin;
  • Restaurante Típico O Javali (à saída da cidade);
  • Restaurante D. Roberto (na aldeia de Gimonde);
  • Restaurante A Lombada (em Babe).

O que provar

  • Fumeiro (alheiras, chouriças, presuntos);
  • Butelo (um enchido cujo recheio é feito com ossinhos do espinhaço e costela de porco bísaro, ainda com alguma carne) acompanhado por casulas (cascas de feijão secas);
  • Cogumelos e castanhas;
  • Galo no pote – no restaurante A Lombada, mediante reserva;
  • Posta de vitela mirandesa;
  • Feijoada transmontana;
  • Javali e outros pratos de caça;
  • Cuscos transmontanos (um alimento com ligações ao Norte de África, produzido a partir da farinha de trigo barbela, que se cultiva na região) -na Tasca Zé do Tuga;
  • Pudim e doces de castanha;
  • Tarte de grão de bico;
  • Mel de castanheiro.

Praça da Sé durante o Mercado das Cantarinhas

Obra de Bordalo II

Onde dormir

Eventos

  • Festas dos Rapazes (também conhecidas por Festas de Inverno), realizadas em muitas aldeias do nordeste transmontano entre os meses de Dezembro e Fevereiro;
  • Feira das Cantarinhas (Maio), uma feira de origem medieval, onde se podem comprar cantarinhas em miniatura “a quem se quer bem”, artesanato regional (cestaria e linhos) e o “renovo”, isto é, pés de vários produtos hortícolas para plantar. Foi também aí que conhecemos a D. Julieta, a última oleira de Pinela, onde se faziam as tradicionais cântaras de barro que os trabalhadores levavam para o campo para conservar a água fresca e que deram o nome a este que é um dos eventos mais emblemáticos de Bragança.

Na Feira das Cantarinhas: o “renovo”, uma cantarinha feita pela D. Julieta e uma artesã de cestaria

Cantarinhas para oferecer a quem se quer bem

Para conhecer +Bragança

  • Loja Interativa de Turismo, um bom ponto de partida para explorar a região, onde poderá recolher, por exemplo, um mapa da cidade e informações sobre os percursos pedestres na região. Localização: Rua Abílio Beça, 105 (Rua dos Museus);
  • Bétula Tours: visitas guiadas, sobretudo em espaços naturais, pelo fotógrafo António Sá, um apaixonado por Trás-os-Montes;
  • Professora Emília Nogueiro: visitas histórico-culturais pelo centro histórico e cidadela de Bragança. Marcações: emilianogueiro@gmail.com;
  • Percurso Pedestre Urbano (mapa de Bragança)


O Viagens à Solta visitou Bragança, no fim-de-semana de 5 e 6 de Maio de 2018, a convite da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB)

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9 Comentários

  1. É um prazer explorar este vosso Blog. Está muito bem organizado, tem uma excelente aparência visual, uns textos de fácil leitura e é ilustrado por umas fotografias fantásticas. Na perspectiva de quem procura informação sobre um destino, encontra-se aqui um fantástico ponto de partida para uma viagem. Até tem este espaçozinho para comentários que permite que se coloque alguma questão ou que simplesmente se complemente se algum modo a informação já disponibilizada. Tendo encontrado este guia de Bragança sem comentários, decidi deixar aqui a minha opinião.
    Sobre Bragança, já há alguns anos que não a visito. Mas gosto muito da cidade e da região. Este vosso guia sobre a cidade está bom, mas permitam-me dar aqui mais relevo a um dos restaurantes que listam: o Solar Bragançano. A comida é boa não se podendo considerar barata na perspectiva de quem quer apenas tomar uma refeição. Sendo só pela qualidade da comida vs. preço seria um bom restaurante mas não mereceria o destaque que lhe dou. No entanto, considero que uma refeição nesse restaurante é uma experiência única e nesta diferente perspectiva o preço está muito longe de ser caro (e mais não digo). Experiência a não perder (aconselho reserva).

  2. João Claudio Bustamante Sá

    O melhor site sobre viagens em Portugal. Direto, objetivo. Imprescindível para turistas que, como eu, adoram percorrer Portugal. Parabéns.

  3. Dois pequenos reparos:
    Nos restaurantes, também é digno de menção o Abel em Gimonde..na minha opinião, muito melhor que o D. Roberto.
    Quanto ao solar Bragançano, sem dúvida um bom restaurante, mas precisa urgentemente de uma refrescadela.
    A nivel de alojamento, não pode passar sem referência o Solar de Santa Maria em plena zona historica.

  4. Adorei ler as vossas informações. São rápidas , precisas e deixam espaço à imaginação. Obrigado

    • Obrigada pelo comentário, Florimundo. O objetivo destes guias rápidos é esse mesmo: dar uma ideia rápida e precisa do que se pode visitar, deixando o resto à imaginação dos leitores e à sua própria exploração nos locais. Tentaremos escrever mais.

  5. Gostei. Acho que vai ajudar a conhecer melhor Bragança

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