Todos nós tiramos fotos durante as nossas viagens, ou devíamos. Uns usam sistemas profissionais de fotografia, outros usam um “simples” telemóvel. Uns são adeptos de auto-retratos (i.e. “selfies”), outros preferem retratar desconhecidos. Outros ainda captam tudo o que é monumentos ou paisagens. Digo “devíamos” porque as fotografias são as recordações mais baratas, mais pessoais e que, passados anos, nos irão fazer reviver locais, pessoas e momentos mais facilmente.

Neste artigo, dou três conselhos que considero obrigatórios em relação ao que fazer com as fotos de viagem, mais um opcional. São destinados a todos os tipos de viajantes que levem a fotografia mais ou menos a sério.

1. Fazer uma seleção das favoritas

Tirou duas mil fotos numa semana de férias no Algarve? Se calhar foi um bocadinho excessivo, ou talvez não. Excessivo será certamente guardá-las todas! Será que mais tarde vai ver essas fotos todas? Será que os seus amigos vão ter paciência para ver aquela sequência infinita de imagens sem bocejarem ou mesmo adormecerem?

Perca dez minutos (ou uma hora) a escolher as fotos de que gosta mais. Elimine fotos repetidas, desfocadas ou das quais não gosta.

Verá que vai ser muito mais interessante para si e para os amigos ver apenas dez ou vinte boas fotos.

2. Fazer edição digital (opcional)

Esta sugestão é apenas para quem quer levar a sua coleção de fotografias a um patamar superior. Se quiser gastar mais algum tempo na sua coleção, hoje em dia existe uma grande variedade de software disponível, tanto para computador como para telemóvel/tablet. Uns mais profissionais, outros mais para amadores, todos eles permitem fazer melhorias consideráveis se utilizados da forma correta.

Deixo a seguinte lista com alguns dos softwares que conheço:

  • Lightroom (para computador ou telemóvel) (pago) | Um dos mais populares e mais utilizados por profissionais;
  • Capture One (computador) (pago ou gratuito) | Excelente software de edição;
  • Darktable (computador Linux ou OSX) (gratuito) | Excelente alternativa ao lightroom;
  • GIMP (computador, vários sistemas operativos) (gratuito) | Uma alternativa gratuita ao Photoshop;
  • Snapseed (telemóvel) (gratuito) | Excelente editor para telemóvel e muito fácil de usar.

De seguida, elenco ações que considero que devem ou não ser feitas.

A fazer:

  • Correção da linha de horizonte (básico) | Um dos erros mais comuns é o chamado “mar a verter”. Corrigir este problema irá melhorar as suas fotos e é algo que poderá fazer em qualquer software básico;
  • “Crop” (básico) | Cortar a sua foto de forma a eliminar elementos que ficaram a mais ou de forma a que a composição dos elementos saia melhorada é algo que também poderá fazer facilmente;
  • Ajustes de luminosidade e contraste (médio) | Por vezes a câmara não tira a foto exatamente como se pretende ou as condições de luz eram complicadas. Um pequeno ajuste de luminosidade poderá fazer toda a diferença. Quando fotografar com dias nublados, aumentar o contraste irá realçar muito mais as cores;

A NÃO fazer:

  • Exagerar no processamento, levando contraste, saturação e outros ao máximo. O resultado final vai fazer parecer que comeu um cogumelo que não devia.
  • Seguir tendências de moda do Instagram, que são isso mesmo, tendências. Quando revisitar essas fotos uns anos mais tarde vai achá-las uma piroseira (lembra-se do HDR?). Exemplo: filtro “teal & orange” ou “hipster pink” levados ao extremo.
  • Alterar os céus para simular um pôr-do-sol épico. Provavelmente vai resultar para impressionar quem percebe pouco de fotografia, mas a um olho minimamente treinado isso não passará despercebido e vai passar por aldrabão. Não menos importante: a si próprio não vai enganar, porque saberá sempre que naquele local não eram aquelas as condições de luz.

Editor de fotografias Lightroom

3. Guardar as fotos em lugar seguro (backup)

Os acidentes acontecem e quando menos esperamos. As fotos em formato digital têm coisas boas: não ocupam espaço nem se deterioram. Mas têm um grave problema: se não se fizer uma cópia de segurança, são muito fáceis de perder. Imagine que tem as fotos todas no telemóvel e que ele avaria ou que troca de telemóvel e não se lembra de transferir as fotos – perderá todas as suas memórias fotográficas sendo impossível recuperá-las, porque aqueles momentos nunca mais se vão repetir.

Existem várias técnicas de Backup, mas não me vou alongar sobre isso. Em alternativa, recomendo colocar as fotos no Google Photos (https://photos.google.com/). Pode definir backup automático, tanto no telemóvel como no computador, e não existe um limite de armazenamento para fotos até 16 Megapixeis. O Google Photos tem ainda a vantagem de poder mostrar facilmente a sua coleção em qualquer lado, desde que tenha acesso à internet, auxiliado pelo seu potente motor de pesquisa.

Listagem de fotos pesquisadas por “Madeira” no nosso Google Photos

4. Guardar as fotos em suporte físico (impressão)

Ele há um “je ne sais quoi” especial nas fotos impressas. Manusear um álbum de fotografias, sentir o cheiro do papel e a textura das folhas é uma sensação completamente diferente do digital. Digo-o por experiência própria. Sempre que tento mostrar fotos em formato digital, os meus amigos ficam rapidamente aborrecidos. Quando lhes dou para as mãos um álbum digital, ficam todos entusiasmados a folheá-lo e quando chegam ao fim queixam-se de que queriam ver mais.

Para nós próprios, os álbuns impressos também são uma excelente forma de recordar. Já nos aconteceu várias vezes estarmos no sofá, pegarmos num dos álbuns das nossas viagens, que estão na mesinha de centro, e acabarmos às risadas a recordar e a reviver os momentos retratados.

Sempre que temos visitas, os álbuns de fotografias de viagem e as fotografias nas paredes servem de motivo de conversa e despertam a curiosidade. Se estivessem apenas em formato digital, tal nunca aconteceria.

Albuns digitais

Para imprimimos as fotos, optamos pela Saal Digital, empresa com a qual já tínhamos trabalhado no ano passado, porque ficamos muito satisfeitos com o resultado final. Recentemente, encomendámos dois álbuns digitais 28×19 e sete quadros 30×45 em PVC.

Os álbuns ficaram mesmo como pretendíamos: capa dura glossy e interior mate por não gostarmos de reflexos. Ao imprimir em mate, as fotos parece que foram desenhadas à mão e, para nós, têm um ar mais artístico.

Quadros

No nosso escritório, por cima dos monitores dos computadores, tínhamos uma série de quadros com fotos da nossa viagem ao Japão. Mandáramos imprimi-las numa loja em Lisboa e colocámos as fotos dentro de uma moldura com vidro. Não ficámos nada satisfeitos com o resultado. De dia, a luz que entrava pela janela fazia reflexo nos quadros, quase não se conseguindo ver as fotos. À noite, com a luz artificial, a situação não melhorava, vendo-se também os candeeiros refletidos. Além disso, a moldura dava um ar pesadão ao espaço.

Por isso, resolvemos substituir os quadros por impressões 30×45 em PVC da Saal Digital. Ficaram ainda melhor do que estávamos à espera: nada de reflexos e cores mesmo vivas. Os quadros vêm com um sistema de montagem muito simples e adaptável. Foi um prazer pendurá-los na parede, algo que fizemos com grandes sorrisos tanto pelo resultado final como pelas recordações que despertaram em nós.

Agora, sempre que entro no escritório, vejo algumas memórias de uma das nossas viagens favoritas e isso deixa-me feliz.

Saal Digital

Encomendar os álbuns e os quadros é feito através de uma aplicação própria da Saal Digital, super fácil de utilizar. Os álbuns que nós encomendámos incluem mais de cem fotos cada um, por isso o processo de escolha e criação levou algum tempo. Com a aplicação, porém, é fácil guardar o projeto e retomá-lo mais tarde. Possui ainda uma série de “templates” que ajudam imenso o processo criativo.

A encomenda demorou cerca de uma semana a chegar a nossa casa através de uma transportadora: tudo muito bem acondicionado e em perfeitas condições. Foi ainda mais cómodo do que ir a uma loja física.

Editor da Saal Digital para produzir os seus álbuns e quadros

Para os leitores do Viagens à Solta, a Saal Digital oferece um código de desconto de 20€ em compras no valor mínimo de 39,95 €. Quando avançar para o pagamento da encomenda insira o código: VIAGENSASOLTA (válido até 31-12-2020, uma compra por e-mail).

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6 Comentários

  1. Viagens à Solta,

    Excelente artigo para quem gosta de eternizar os bons momentos de cada viagem. Confesso que já utilizei a vossa sugestão – SAAL – e adorei o resultado.

  2. Qual o suporte dos quadros escolhidos ? Obrigada

  3. Olá Sofia e Paulo,
    o vosso código de desconto já não é válido teria um prazo de validade?

    Obrigada e boas viagens 😉

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