Arzila foi a localidade de que mais gostei em Marrocos. Situada à beira-mar, a 46 km a sul de Tânger, no norte do país, tem uma parte antiga chamada “medina” como outras cidades marroquinas. A diferença é que a de Arzila é sossegada e está bem conservada. Nas suas ruas labirínticas, há casas brancas com portas e janelas coloridas, pátios com plantas, pinturas nas paredes e, como se tudo isso não bastasse, está rodeada por muralhas portuguesas.

Principais atrações de Arzila

Marcas da presença lusa

Arzila foi uma colónia portuguesa entre 1471 e 1550 e, mais tarde, entre 1577 e 1589. Foi D. Afonso V quem primeiro a conquistou com uma poderosa armada, episódio eternizado em três das famosas Tapeçarias de Pastrana. Apesar de escassos, ainda existem alguns vestígios da ocupação portuguesa em Arzila, como as muralhas e a torre de menagem da fortaleza, cuja recuperação foi apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Ao pôr do sol, vale a pena ir ao baluarte mais a sudoeste, para as melhores vistas sobre a cidade banhada pelo mar, permitindo também espreitar um dos cemitérios mais fotogénicos do país.

Medina

Ao contrário das povoações costeiras de Essaouira e El Jadida (a antiga cidade portuguesa de Mazagão), dentro das muralhas de Arzila não há edifícios degradados nem abandonados. Nos últimos anos, houve um grande esforço de reabilitação, ao mesmo tempo que muitas casas foram compradas por marroquinos e europeus prósperos, sobretudo espanhóis. A entrada na medina faz-se através de duas portas (Bab el-Kasaba e Bab el-Homar) e a melhor forma de a explorar é andando livrememente pelo emaranhado de ruas sem trânsito, deixando-nos surpreender pelos pormenores, pelo bom-gosto e pela criatividade ao dobrar de cada esquina. Se se perder, não se preocupe: basta perguntar o caminho para uma das portas.

Pinturas nas paredes

Arzila é visitada por muitos artistas que vão deixando a sua marca nas paredes das casas, sobretudo durante o Festival Cultural que aí tem lugar todos os anos. Para mim, são esses murais que dão uma alma própria à cidade e a tornam única, como um grande quadro a céu aberto.

Compras

Como em todo o país, também aqui se tem de negociar os preços nas pequenas lojas de rua, mas a base de licitação é mais razoável do que nas cidades marroquinas mais turísticas e a pressão para comprar menor.

Praias

A melhor chama-se Paraíso e fica a 3 km de Arzila.

Vamos agora passear, através das nossas fotografias, pelas ruas desta cidade artística e tranquila que convida a estar. Uma vez que se tratou da nossa última paragem em Marrocos, posso dizer que, para mim, o melhor veio mesmo no final da viagem.

Guia prático para visitar Arzila (Asilah)

Onde dormimos

O Patio de la Luna é um pequeno hotel, mesmo às portas da medina, com vários quartos, um terraço e um pequeno pátio interior com árvores. Um quarto duplo custou-nos 40€ por noite. O único senão é que não oferece pequeno-almoço. Em compensação, fomos a uma pequena padaria gerida por um pai e uma filha, que foram das pessoas mais simpáticas e desinteressadas que conhecemos em Marrocos.

Reservar Patio de la Luna

Quando ir

Os meses de verão (Junho – Setembro) são os ideais para quem, além de visitar Arzila, quer ir à praia. Esta é, porém, a altura do ano mais procurada pelos turistas, tanto  nacionais como estrangeiros, e ainda mais durante Julho/Agosto, altura em que se realiza o Festival Cultural que atrai músicos, grupos de teatro e artistas de todo o mundo.

Para quem procura sossego, a melhor altura para visitar a cidade é durante a primavera e o outono, quando o tempo está agradável e as multidões procuram outras paragens.

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2 Comentários

  1. Arzila foi o último lugar por mim visitado ontem antes de abandonar Marrocos,foi a cereja bo topo do bolo.
    Adorei.

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