O nosso objetivo com este guia rápido não é que veja Castelo Branco apressadamente, mas dar-lhe uma ideia rápida do que poderá visitar na capital da Beira Baixa. Também lhe contaremos onde gostámos de comer e dormir e ainda lhe sugeriremos um roteiro de um dia para conhecer a cidade. Se tiver mais dias disponíveis, no final, poderá encontrar uma lista de locais que vale a pena visitar nas proximidades. Vamos a isso?

Castelo Branco

  • Onde é | No centro de Portugal, perto da fronteira com Espanha.
  • Como visitar | A pé.
  • Quantos dias | Um dia.
  • Quando visitar | Idealmente no outono e na primavera, quando as temperaturas são mais amenas.

Mapa do que visitar em Castelo Branco.

O que visitar em Castelo Branco

  • Jardim do Paço Episcopal | Construído no séc. XVIII, é um dos jardins barrocos mais extraordinários de Portugal e o ex-libris da cidade;
  • Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco | Espaço sobre os belíssimos bordados albicastrenses, onde é possível observar algumas senhoras a trabalhar ao vivo;
  • Museu Cargaleiro | Obras de um dos mais talentosos pintores e ceramistas portugueses;
  • Castelo e Miradouro de São Gens | Os melhores miradouros da cidade. Entrada livre e gratuita.


“O nosso objetivo, com este guia rápido, não é que veja Castelo Branco apressadamente, mas dar-lhe uma ideia rápida do que poderá visitar na capital da Beira Baixa.”


  • Cidade Antiga | Ruas situadas na colina do castelo como, por exemplo, a Rua do Arco do Bispo, a Rua da Misericórdia, a Rua do Muro, a Rua do Caquelé e ruas com nomes de ofícios, como a Rua dos Oleiros, a Rua dos Ferreiros, entre outras. Percorrendo-as, passará pelo antigo burgo medieval, pela antiga judiaria, por portados quinhentistas e por um mural representativo de Castelo Branco, da autoria de Rosário Belo;
  • Praça de Camões ou Praça Velha | O centro da cidade antiga. Era aqui que se realizava o mercado e onde se situam alguns dos edifícios mais importantes da zona histórica, como a Casa do Arco do Bispo (séc. XIII), a primeira residência temporária dos Bispos da Guarda; o “Domus Municipalis” (séc. XVI), obra de estilo manuelino onde funciona o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco e o Solar dos Cunha/Solar dos Mota (séc. XVII), que passou a albergar o Arquivo Distrital;
  • Torre do Relógio | Um elemento incontornável da paisagem albicastrense;
  • Sé Concatedral ou Igreja de São Miguel | Principal igreja de Castelo Branco, edificada entre os séculos XIII e XIV.

O Jardim do Paço Episcopal situa-se ao lado do antigo palácio do bispo, hoje Museu Francisco Tavares Proença Júnior. Mandado construir no séc. XVIII pelo então bispo da Guarda, D. João de Mendonça, é considerado um dos jardins barrocos mais originais de Portugal, dividindo-se em quatro partes ligadas entre si: a entrada, o patamar do buxo, o jardim alagado e o plano superior. Esta foto é do jardim alagado, um conjunto de canteiros que parecem emergir no meio de um lago.

No dia em que visitámos o Jardim do Paço Episcopal, tivemos a sorte de assistir a uma encenação histórica pelo grupo Sons & Ecos. Na foto, uma jovem da nobreza passeia pelo patamar do buxo, a parte principal do jardim, constituído por canteiros de buxo trabalhados e por 5 lagos com repuxos – em alusão às 5 chagas de Cristo.

O elevado número de estátuas em granito torna o Jardim do Paço Episcopal único. Na foto, duas nobres descem por uma das escadarias monumentais do jardim, ladeada pelos apóstolos. Por essas escadas, alcança-se o patamar superior, no qual existe um grande tanque que armazenava a água indispensável para regar o jardim e onde os bispos tiveram uma canoa e um batel.

O bordado de Castelo Branco, de inspiração oriental e motivos naturalistas, remonta ao séc. XVIII. Esteve perdido até 1950, altura em que foi redescoberto e revitalizado pelas irmãs Carneiro, que fundaram a primeira escola numa casa cor-de-rosa que se avista da Praça de Camões. No séc. XXI, tornou-se um dos ícones de Castelo Branco.

No Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, é explicado todo o processo de criação dos bordados, desde a sementeira do linho à tecelagem e à tradicional arte de bordar.

No centro trabalham 6 bordadeira oficiais, dando continuidade a estes bordados feitos com fio de seda em pano de linho cru. Sabia que para fazer uma colcha são precisas 6 pessoas, cada uma a bordar 8 horas por dia, durante 8 meses?

O Museu Cargaleiro é um dos nossos preferidos em Portugal. Está dividido em duas partes, situadas em dois edifícios contíguos. A primeira parte funciona no Solar dos Cavaleiros, um palacete do séc. XVIII, onde se encontra a receção e a coleção de cerâmica do próprio artista.

A segunda parte funciona num edifício contemporâneo, inaugurado em 2011, onde estão patentes as surpreendentes obras de pintura e cerâmica de Manuel Cargaleiro.

Na segunda parte do museu, encontra-se ainda a exposição “Cargaleiro e Amigos” onde estão expostas obras de outros artistas reconhecidos, colecionadas por Manuel Cargaleiro ao longo da vida.

Onde (gostámos de) comer em Castelo Branco

Palitão | Apesar deste restaurante se situar fora do centro histórico, sentimo-nos imediatamente na cidade, porque alguns prédios apresentam motivos dos bordados de Castelo Branco. Inserido numa zona residencial, não contávamos encontrar uma sala tão bem decorada nem um ambiente tão aconchegante e familiar. Ainda assim, o que mais nos surpreendeu foi mesmo o serviço e a comida. Tanto as entradas (ovos mexidos com farinheira e salada de tomate) como os acompanhamentos dos pratos principais são servidos em grandes taças pelas simpáticas empregadas que vão correndo as mesas, garantindo, assim, comida acabada de fazer. O que comemos estava excelente: filetes de polvo com migas e arroz de feijão; carrilhada com feijão preto e, para sobremesa, torta de laranja. Não provámos tudo, é verdade, mas desconfiamos que, no Palitão, é tudo bom.

  • Morada: Av. de Espanha, nº 7, 6000-078 Castelo Branco
  • Telefone: 272 323 608

Vista de Castelo Branco a partir da Praça da Devesa.

Portados quinhentistas nas ruas íngremes que conduzem ao castelo. Castelo Branco é a cidade portuguesa com o maior número destas decorações populares, características do século XVI.

Mural de Rosário Belo, no Largo de Santo António. Olhando para ele, quantos elementos característicos de Castelo Branco conseguem identificar?

Onde (gostámos de) dormir em Castelo Branco

Casa 92 | Situada no coração da cidade de Castelo Branco, mesmo à frente do Cine-Teatro Avenida, esta casa foi salva da ruína, dispondo hoje de vários apartamentos turísticos. Tal como o cine-teatro, trata-se de um edifício marcante, característico da arquitectura portuguesa do séc. XX. Além da fantástica recuperação do edifício, gostámos da decoração interior, moderna e funcional. Na nossa opinião, a Casa 92 é um bom exemplo da recuperação do centro das cidades portuguesas graças ao turismo.

À esquerda: interior da torre do castelo, um dos poucos elementos originais que restou do castelo dos Templários. No meio: vista de Castelo Branco a partir do Miradouro de São Gens. À direita: passagem entre o Castelo e o Miradouro de São Gens.

Encenação histórica no Jardim do Paço Episcopal.

Sugestão de roteiro de um dia em Castelo Branco

  • De manhã | Visitar o Jardim do Paço Episcopal, a Sé Concatedral, a Torre do Relógio, a Praça de Camões e o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco;
  • Almoço | Cabra Preta;
  • À tarde | Visitar o Museu Cargaleiro, a colina do Castelo, o Miradouro de São Gens e o Castelo. Descer a pé até ao Parque da Cidade, um bom lugar para descansar entre fontes e espelhos de água;
  • Jantar | Palitão;
  • À noite | Ir à Praça da Devesa beber um copo nas chamadas “Docas Secas”, o local principal da movida de Castelo Branco, ou ver se há algum espetáculo ou concerto que lhe interessa no Cine-Teatro Avenida;
  • Dormida | Casa 92, à frente do Cine-Teatro.

Porta do castelo, de onde se têm as melhores vistas sobre Castelo Branco e a paisagem em redor. A entrada é livre e gratuita.

À esquerda: Arco do Bispo. No meio: Rua Nova. À direita: porta do Solar dos Cunha ou Solar dos Mota (Arquivo Municipal).

Uma das descobertas que fizemos em Castelo Branco foi a Fábrica da Criatividade, um espaço que visa fomentar a criação artística local, dotando artistas ligados às mais variadas áreas de ferramentas necessárias à criação e promoção das suas obras.

Pormenor das linhas de seda usadas nos bordados tradicionais, no Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco.

O que visitar perto de Castelo Branco

Mais informação

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6 Comentários

  1. Gostei muito da forma simples, pragmática e com a profundidade e abrangência que o tempo dita (1 dia) neste artigo sobre Castelo Branco.
    Revejo-me nesta abordagem. Fotografias muito bem conseguidas, com bons enquadramentos.

  2. Muito boa a abordagem sobre Castelo Branco e arredores. Obrigada pela partilha de informação.

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